Há momentos em que acho que trabalho na indústria certa. Sou consultor na área de Resources, indústria que a Havard considerou como fundamental para as estratégias corporativas das maiores empresas mundiais. Chama-lhe tendência “steady” (como quem diz: preparem-se porque vai mesmo acontecer) e diz que o acesso a recursos naturais básicos como a água e a electricidade se está a tornar numa variável fundamental para quem lídera as gigantes empresas globais. Já sabíamos que era assim com os governos; agora descobrimos que empresas como a google, a maior consumidora de electricidade do mundo (!), já está a comprar terra para alojar os seus mega-servidores junto a rios e lagoas por esse mundo fora. E não é pela vista…
Entretanto, é já daqui a 20 anos que 85% da população estará em locais onde a procura de água potável será maior que a oferta. E das duas uma: ou temos a “sorte” de viver num dos 15% onde a água ainda chega para todos – é melhor começar já a escolher o sítio – ou então teremos que ter dinheiro para pagar o preço de um bem essencial onde a oferta dita as regras e o regulador tenta gerir interesses dos dois lados… preços da gasolina, ring a bell?